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Os Sindhi
Os sindhi - ou sinti - são um povo nômade de natureza intensa e espírito livre. Privados de sua terra natal e amaldiçoados a seguir rumo a um destino incerto, encontraram nos caminhos e encruzilhadas uma forma distinta de sabedoria. Suas paixões, especialmente a música e a dança, os tornaram reconhecidos por toda a face de Ethrü, mas é por suas habilidades de adivinhação que são constantemente procurados.
Características Físicas
Descendentes de uma das muitas etnias Rén, compartilham algumas de suas características físicas, como o tom caramelo da pele, os cabelos negros ou os grandes olhos amendoados. Apesar disso, as eras de êxodo incentivaram o povo sindhi a mesclar-se com outras linhagens de humanos, especialmente a leste das Midlands. Cabelos volumosos e olhos claros se tornaram frequentes entre eles durante e após a Idade das Trevas.
Poderes
Embora não possuam aptidão para o aprendizado tradicional das artes arcanas, muitos descobrem capacidades inatas ou negociam pactos com fúrias e outras entidades feéricas em troca de poder. Nem todos os sindhi manifestam habilidades sobrenaturais, mas os que as possuem são reverenciados como sábios e tratados com admiração. Talvez a mais comum seja a capacidade de prever o destino, e várias mulheres sindhi são instruídas a ler a sorte em cartas, nas linhas da mão, ou usando de outros artifícios. Sua música e dança são dotadas de um encantamento natural, semelhante ao glamour feérico. E ainda, por vingança ou justiça, um sindhi é capaz de conjurar maldições que frequentemente se tornam reais.
Personalidade
São um povo intensamente passional, de amores e rancores avassaladores. Eles não envergonham-se de demonstrar seus sentimentos e geralmente o fazem de forma dramática e até mesmo musical. Tal intensidade também manifesta-se em suas relações com outros povos, e os acordos comerciais misteriosamente tendem a favorecer os sindhi. São orgulhosos de seus costumes e do sucesso pessoal, ostentando o lucro de suas empreitadas comerciais, como jóias e vestes nobres.
Desde a infância, os sindhi são estimulados a serem independentes, e tornarem-se responsáveis por si próprios. Estas características, aliadas a uma necessidade intrínsica por liberdade, faz deles nômades inconstantes, raramente permanecendo em um lugar por mais do que alguns meses. Muitos deles vivem permanentemente da estrada seu lar, viajando e residindo em grandes carroções que contém tudo que possuem. Outros tantos confiam na solidariedade para abrigo e comida, e não importam-se em pedir esmolas.
Diversas superstições envolvem a cultura sindhi; sua fortuna e habilidades sobrenaturais são comumente vistas com inveja e desconfiança. Apesar disso, difunde-se o rumor que agredir ou tratar um sindhi com injustiça atrai má sorte. Na face leste das Midlands são muitas vezes chamados de zigeuner, que significa intocável. Não é incomum que eles se aproveitem destas lendas para tirar proveito dos outros povos.
História e Cultura
Os sindhi não registram sua história de forma escrita, na verdade há uma superstição e um cuidado bastante claro com regsitros das palavras na linguagem sindh. Sua história é narrada pelos mais velhos, instruída aos jovens nas noites de verão em torno de uma fogueira. Os não-sindh podem receber o benefício de compartilhar destes momentos quando suas atitudes conquistaram a amizade do povo sindhi.
De acordo com as lendas, veio ao conhecimento de um poderoso príncipe Rén do passado que os pobres de seu reino não podiam desfrutar da alegria da música. Deste modo, ele solicitou a um afortunado reino próximo que enviasse dez mil luris, homens e mulheres especialistas em extrair música do alaúde. Quando estes chegara, o príncipe os presentou a cada um com um boi ou burro, e uma carga de trigo, para que pudessem viver na agricultura e tocar música de graça para os pobres. Os luris venderam os burros, banquetearam-se do gado e do trigo fermentado, voltando um ano depois a exigir por mais. Encolerizado por ver que desperdiçaram seus presentes, o príncipe amaldiçoou-os a nunca descansar seus pés um lugar novamente, obrigados a vaguear Ethrü carregando tudo que possuem em suas costas.
Embora a história - assim como tantas outras lendas do povo sindhi - possa ter se originado de uma fantasia ou ficção, ninguém ousa questionar que seu estilo de vida seja resultado desta maldição. Pelos séculos e milênios que se seguiram eles alçaram terreno, alcançando a face leste das Midlands antes da Idade das Trevas. Foram também perseguidos por associação arcana, mas talvez por estas próprias habilidades conseguiram sobreviver nas estradas sombrias. Junto com os cruzados - especialmente a Ordem dos Peregrinos - avançaram para o sul e o oeste assim que a luz de Uno voltou a brilhar sobre Ethrü.