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Seres Feéricos

Os faerie, também conhecidos como povo belo, pessoas pequenas, homens-verde, ou boa gente contemplam uma variedade de criaturas míticas e folclóricas que permeiam o mundo invisível sob Ethrü. Embora compartilhem do plano mortal, sua real essência é etérea e deriva dos sonhos de Sirpale, a irmã caçula.

Características Físicas

Em suas formas originais, os faerie só podem ser vistos claramente por animais, seres naturais, elfos, e raramente por seres humanos que possuem uma forma especial de Visão. Para outros - quando afortunados em vê-los - surgem como um vislumbre fugaz ou uma forma borrada. Eles usam uma espécie muito particular de magia (conhecida como 'glamour') que os permite adquirir uma forma física perene. Além disso, podem ser vistos durante uma lua cheia ou em ocasiões especiais, em encruzilhadas feéricas, também através de amuletos confeccionados a partir de pedras de riachos.

As formas adotadas pelo glamour podem variar muito, sendo pequenas ou grandes, bonitas ou feias, boas ou más, conforme a linhagem e a personalidade do indivíduo. Apesar disto, o glamour utiliza-se do mundo natural como fonte de poder, o que fornece aos faerie aparência semelhante a plantas ou animais, mesmo que humanóides. Alguns possuem asas pálidas e translúcidas, a pele coberta de casca ou folhas, ou o brotamento de pétalas na testa, ombros, tórax e membros. É comum vestirem roupas feitas destas mesmas folhas, que mudam de cor - assim como folhas reais - com as estações do ano. Os olhos são geralmente de um verde espectral, ou negros e sem pupilas como os de animais.

Poderes

O glamour feérico provê uma miscelânea de usos, além de permitir a confecção de um corpo físico. Entre os usos mais comuns está a alteração da aparência pessoal ou de outros seres, e também do território habitado pelo indivíduo. Outros encantamentos permitem semear desejos e sentimentos nos mortais, ou manipular seus pensamentos em confundí-los. Muitos faerie são especializados em prever o futuro ou em perceber e rastrear objetos perdidos. Todos estes poderes podem ser atribuídos permanentemente através de encantos ou maldições, geralmente condicionados a uma tarefa que o portador deve realizar em benefício do conjurador.

Personalidade

Os faerie são conhecidos por sua malícia e traquinagem, e os relatos de intromissões nos assuntos mortais geralmente envolvem travessuras como emaranhar os cabelos ou as plantações, azedar o leite ou estragar comida, roubar pequenos itens ou conduzir viajantes a caminhos errôneos. Estas brincadeiras são geralmente inofensivas, mas os Unseelie têm um especial apreço em levar suas presas a confrontar perigos mortais. Sequestrar o indivíduo e perseguí-lo durante toda a noite é uma destas formas, que normalmente termina com a morte súbita da vítima por um descuido ou colapso pelo terror infundido.

A sabedoria popular apresenta diversos conselhos sobre como evitar as travessuras feéricas. Encantos de proteção, ferro frio, água corrente, sinos, e ervas específicas - como trevos de quatro folhas, sorveira-brava, entre outros - são bastante populares. É importante perceber que como as espécies são muitas e distintas, o que é prejudicial para um determinado ser, pode ser um chamariz para outra espécie.

Os seres feéricos possuem uma cultura bastante exótica aos olhos mortais. Os elfos vanr, que convivem constantemente com elas, e os sidhe que compartilham da sua essência são mais aptos a compreender, e algumas vezes agir e pensar de modo bastante semelhante. Entre estes costumes, pode-se citar:

  • Embora não possam mentir intencionalmente, os faerie costumam utilizar de jogos de palavras e meias verdades para confundir os mortais.
  • Odeiam agradecimentos, pois os vêem como uma forma de descuido e insensibilidade; ao invés disto, para que uma boa ação nunca seja esquecida, preferem ser recompensados mesmo que com um presente simples.
  • Os mortais podem facilmente se confundir e deixar em mãos feéricas um objeto emprestado, para depois descobrirem que eles os tomaram para si como presente.
  • Aceitar comida ou provisões de um faerie é semelhante a reconhecê-lo como um senhor; e muitos mortais acabam condicionados a nunca deixar o refúgio feérico em que cearam.
  • Mesmo que seu disfarce seja quebrado, muitos faerie acreditam que os mortais vão simplesmente ignorá-los, e esperam por isso; olhar um faerie nos olhos ou lhe dirigir a palavra sem permissão irá ofendê-lo.
  • No entanto, conhecer o nome real de um faerie pode conceder poder sobre ele; e sendo assim valioso é costume revelá-lo somente como recompensa ou pagamento de uma dívida.

História e Cultura

Originalmente, os faerie eram os arautos da irmã-caçula Sirpale, espíritos invisíveis que residiam do outro lado do véu, num mundo efêmero de brumas e sonhos. São encarregados de conceder suas dádivas como beleza, sabedoria e bondade, especialmente aos povos recém-nascidos (vide a história dos elfos e entes). Nas eras que se seguiram a criação, mantiveram seu encargo original, mas com o amadurecimento de Ethrü tornaram-se muito mais atuantes em outros nos assuntos mortais.

Têm como principal residência a ilha-continente de Ælfheim, que mantém oculta dos olhos mortais através do glamour. Seus governantes são rainha Tatjana e seu consorte, o príncipe Aoberon (eleitos entre os sidhe), mas cada linhagem feérica possui um representante na corte, nem sempre a buscar os melhores interesses dos seus patrícios.

Linhagens ou Subespécies

Os faerie podem assumir uma infinidade de formas, dentre as mais comuns:

Banshees e Beannighe

Espíritos desgarrados de altas elfas ou ninfas que se recusam a partir após a morte. As banshee permanecem leais às suas famílias, vagando solenemente pelos jardins das propriedades. É comum encontrá-las como um prenúncio a morte de alguém importante, em muitos casos a lavar a roupa deste pessoa. Embora belas, possuem algo de aterrorizante que pode levar a morte a mera visão, ou através do seu lamento, uma canção ao mesmo tempo adorável e inquietante.

Boggarts, Brownies e Silkies

Seres gentis e leais que juntam-se às famílias mortais - muitas das quais ignoram o fato. Aparentam serem pequenos humanóides usando roupas formais feitas de retalhos e utensílios domésticos como adereços. Ajudam com as tarefas diárias e protegem o bem-estar das pessoas que vivem no território que consideram seu. Os boggarts são mais selvagens e violentos, muitas vezes atormentando os residentes mortais.

Changelings ou Döpplegangers

Faeries que podem assumir a forma de um ser mortal, geralmente mulheres e crianças. São comumente acusados de tomar o lugar de sua vítima, enquanto esta é levada para viver entre o povo belo. Quando cansados da farsa, encenam sua própria morte ou desaparecem misteriosamente, a fim de se juntar a sua própria família feérica (que pode ter agora a adição de um meio-irmão ou serviçal mortal).

Elfos

Embora não sejam realmente faerie, o povo belo considera os elfos vanr como conterrâneos em Ælfheim e compartilham dos seus convivas. Reconhecem os altos elfos (sidhe e svárælf) como seres feéricos no entanto, pois estes possuem a mesma essência de Sirpale, podendo manifestar o glamour. Caprichosos e orgulhosos, os altos elfos portam-se de maneira semelhante bastante semelhante aos outros seres feéricos.

Faunos

Embora não sejam também propriamente faerie, os faunos são facilmente aceitos como primos distantes. Isto porque os seres feéricos reconhecem Cernuno - o alegado pai dos faunos e minotauros - como um dos seus. Visto que o próprio Cernuno não se manifesta para esclarecer o fato, os faunos se aproveitam de sua fama. Apesar de poderem gozar dos mesmos privilégios, os minotauros são mais desconfiados das atitudes do povo belo e na maioria se mantém distantes deles.

Gnomos

Membros das famílias anãs reconhecidamente tocados pelo povo belo são abençoados com beleza, graça e criatividade. Embora apresentem muita desconfiança inerente aos anões, os gnomos compartilham com os outros faerie da tendência por pregar peças e trapaças.

Goblins

Belicosos e grotescos, estes pequenos duendes são um mero incômodo quando encontrados sozinhos, mas em grande número podem se tornar um perigo real. Existe uma variedade enorme de goblinóides, com aparência e comportamento distintos, como os goblins-batedores, bufantes, cuspidores, mordedores, além dos barretes vermelhos, gremlins e hobgoblins. Os batedores são ás vezes erroneamente chamados de kobolds, e vivem em minas, imitando os sons da picareta contra as rochas. Os barretes vermelhos costumam vagar pelos campos de batalha, e encharcam seus gorros no sangue dos cadáveres e de suas próprias vítimas. Gremlins têm um desejo especial por sabotar mecanismos como rodas de moinhos. Os hobgoblins, ou hobs são um tipo maior e mais ordeiro e malicioso dos goblins.

Griggs e Sprites

Os pequenos seres sãos as formas mais conhecidas de faerie. Possuem o tamanho aproximado de um inseto grande, com carapaça e asas membranosas, ou vestimentas semelhantes a flores e frutas. Vivem em buracos nas árvores, troncos ocos e entre folhas mortas e são muito territorialistas, atacando e mordendo se provocados. Embora bastante numerosos, preferem a companhia de outros seres feéricos a dos mortais; e sentem-se especialmente confortáveis ao lado do povo-árvore.

Ninfas, Nixies e Glaistigs

Guardiãs dos riachos e quedas d'água, essas faerie apresentam-se sempre em forma de jovens mulheres ou elfas de feições delicadas. Muitos acreditam que são a contraparte dos faunos, visto que as glaistig possuem chifres e cascos de bode. Apesar de ligadas a uma fonte específica, elas são curiosas e espreitam para fora da água sempre que algo as chama atenção. Adoram música, através do canto e instrumentos de sopro, que costumam confeccionar de juncos que crescem a margem. Sua vivacidade muitas vezes oculta um temperamento cruel; e costumam atrair homens para dançar ou copular com elas para então matá-los e alimentar-se deles.

Phookas e Pegas

Seres metamorfos que costumam assumir a forma de animais como cabras, cães, cavalos, coelhos, pöneis e gralhas, sempre em penungem ou penas pretas. Fazem isto para furtar ou conduzir os mortais a caminhos inesperados. Muitos phookas são afiliados a corte Seelie, por vezes salvando os mortais ao pastoreá-los para um caminho menos ameaçador, ou trocar um objeto perigoso por um inofesivo.

Pixies e Stray Sods

Tão populares quanto os sprites, estes faerie variam entre o tamanho de um palmo ao de uma criança humana. Habitam recantos profundos nas árvores dos bosques, pomares e jardins. As pixies aparentam pequenos humanos de asas vegetais coloridas, vestindo roupas feitas de folhas. Os stray sods possuem uma forma mais selvagem, parecendo grilos com folhagens a crescer das costas e membros. Muitos acreditam que eles são na verdade fruto do glamour das pixies. Ambos são ávidos trapaceiros, geralmente conduzindo os viajantes a se perderem, escondendo objetos ou atormentando os mortais.

Povo-Árvore

Embora os entes tenham adquirido consciência independentemente, seus sonhos e desejos solitários logo alcançaram a donzela prateada no firmamento. Através das ninfas, deu-se vida às dríades como um presente aos entes, exigindo em troca nada mais que seus corações.

Spriggans

Criaturas pequenas que lembram um goblin grotesco e maligno. Embora diminutos, spriggans podem ampliar seu tamanho consideravelmente. São ladrões inteligentes e perigosos capazes de invadir as casas dos mortais e roubar seus filhos, muitas vezes deixando um changeling em lugar da criança. Seu glamour se manifesta na forma do controle dos ventos, que muitas vezes utilizam para destruir colheitas e outras peças desagradáveis. Muitos acreditam que eles são empregados como guardiões de tesouros feéricos (frequentemente unseelie) enterrados.

Unicórnios

Semelhantes a cavalos ou cervos majestosos de penugem prateada, recebem seu nome por causa do chifre único e torcido que brota de sua testa. Criaturas solitárias que demarcam e regem uma grande extensão de território selvagem, e protegendo-a com a vida se necessário. São reconhecidos como algumas das criatura mais mágicas existentes, capazes de atravessar a fronteira entre os mundos, se comunicar telepaticamente e até mesmo de curar ou ressucitar mortais através do toque do seu chifre.

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