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Elfos

Os elfos (ælf) constituem um dos povos mais populosos e característicos de Ethrü, frequentemente retratados como humanóides esguios de grande beleza que residem em florestas antigas, montanhas, ou próximos a nascentes dos rios. Entre seus aspectos mais marcantes está a longevidade e a habilidade para o aprendizado da magia.

Características Físicas

Eles são geralmente altos e magros, com feições delicadas e orelhas pontudas. Os elfos das florestas são considerados tão belos quanto o sol, apresentando a pele clara que eventualmente pode ser tingida pelo trabalho no campo e não incomum possuírem pintas e sardas. Os cabelos são loiros, ruivos ou castanhos, especialmente vivos; e os olhos apresentam tonalidades que variam do verde a cor-de-mel. Os chamados elfos selvagens compartilham os mesmos traços embora de modo mais rústico, mantendo cabelos e barbas compridos.

A linhagem dos altos elfos apresenta algumas características distintas: sua pele é mais alva, sem sardas ou pintas, por vezes exibindo a tonalidade das veias abaixo. Os cabelos são negros ou de um branco prateado, e raramente possuem barba. Os olhos podem ser de um azul gélido, cinzentos ou mesmo púrpuras. Tendo derivado desta linhagem, os elfos negros possuíam uma aparência semelhante, mas a longa vivência no subterrâneo roubou-lhes a vivacidade das cores: os cabelos se tornaram pálidos, a pele macilenta e os olhos descoloridos.

Personalidade

Elfos são serem perspicazes e intuitivos, com uma capacidade intelectual elevada e uma conexão perene com a natureza selvagem de Ethrü. Aliada a sua criatividade e graça, é bastante comum que desenvolvam capacidades artísticas como a pintura, música e dança, que apreciam intensamente. A magia, o arqueirismo e a esgrima também são considerados como uma espécie de arte, que é treinada a perfeição durante os séculos de vida.

São em geral muito orgulhosos destes dons, e dos feitos realizados a partir destes. Para ganhar a confiança e amizade de um elfo, é recomendável que se inicie valorizando este fato, assim como menosprezá-los pode resultar numa inimizade secular. Elfos vivem o presente, planejando muito pouco, e retirando da natureza somente o necessário para o momento ou a estação vindoura. Possuem possuem um conceito incomum de posse, e consideram qualquer objeto deixado em suas mãos ou sob seus cuidados como um presente.

História

A história do povo élfico é longa e muitas vezes entrelaçada com a de outros povos. Desde a sua criação surgiram alianças e desentendimentos, mas eles ainda são vistos por muitos como o alicerce de sabedoria e cultura de Ethrü.

Os Vanr e os Sidhe

No início da Aurora, o grande criador moldou as primeiras famílias de elfos, e soprou em seus pulmões a primeira golfada de ar que respiraram. Apesar de serem feitos dos mesmos elementos que Ethrü, para a criação tornar-se completa era necessária a essência solar de Uno. Vinte e sete casais foram planejados pelo onisciente e moldar cada qual e inspirá-los a vida tomaria todo o perído de um dia em Ælfheim.

Os primeiros elfos (vanr) despertaram nos bosques e praias de Ælfheim conforme o planejado. Inicialmente eram como espíritos incolores foram fertilizados pelas cores e a natureza intrínseca do céu, da mata e do mar. Ínvida e caprichosa, a irmã caçula Sirpale sentiu-se tentada pelas crias de Uno e quis algumas para si. Enviou então seus servos, pixies, ninfas e outros espíritos feéricos para distrair o criador. Desta forma venceu-se o prazo determinado, e os nove últimos elfos despertaram quando a noite já havia caído e a esfera prateada brilhava no céu.

Os últimos receberam as bênçãos de Sirpale, e sua natureza emotiva, bela e misteriosa. Após a criação, foram de encontro aos outros seres feéricos que povoavam Ælfheime se declaram seus irmãos, exigindo que lhes ensinassem seus segredos. Aprenderam com as dríades, pixies e unicórnios dentre outros, a romper o véu que separa os mundos, a dobrar a vontade dos seres inferiores, e ocultar-se da vista dos mortais. Discerniram ser os nobres (sidhe), instituídos de poder por todos os astros a governar Ælfheim, o povo élfico e os seres feéricos.

A Cisão dos Altos Elfos

Quando os primeiros anões despertaram, os elfos foram a eles e lhes ofereceram presentes de sua prórpia confecção, maravilhas criadas pelo poder da magia. Tendo conhecido somente a rudeza dos gigantes, os anões se impressionaram com a generosidade dos anfitriões. Logo iniciou-se um laço de amizade, e em compensação pela amistosidade recebida, imperador anão convidou os elfos a seus salões. Lá, ofereceu seu filho recém-nascido para ser criado entre uma família de altos elfos.

Os elfos aceitaram com relutância o presente incomum, mas o imperador tomado de arrependimento, assassinou brutalmente os tutores e tomou o filho de volta. Este evento gerou um desentendimento entre os elfos e anões, que culminou em uma guerra de gerações. A entrada para o mundo subterrâneo dos anões nunca mais fora utilizada, e deste acontecimento guardam os elfos muitas mágoas e lembranças ruins.

Pouco após o despertar dos humanos, uma grande parte dos sidhe ressentidos desejaram assassiná-los de pronto para que não se repetisse o ocorrido com os anões. Isto foi motivado pelos oráculos que previram o dia que os humanos viriam a dominar Ethrü e fariam chagas nos outros filhos do Uno. Iniciou-se então, por parte destes elfos ressentidos uma invasão às Midlands, o ataque e o assassinato de milhares de inocentes.

A fim de lidar com o conflito e a ameaça de uma nova guerra, criou-se em Ælfheim a Corte Seelie formada pelos principais representantes dos reinos élficos, dos centauros, seres féericos, entes e afins. Em sua primeira reunião, decretaram a perseguição e captura dos revoltosos, que refugiaram-se nos túneis outrora construídos pelos anões. Romperam então relações com o reino e negaram a herança sidhe, denominaram-se a partir daí Svárælf, os elfos negros. Por fim, auxiliados por criaturas das profundezas, fundaram sua própria Corte Unseelie como uma sátira.

Cultura

A sociedade élfica é repleta de tradições fundamentadas na família e nos ancestrais, e apresenta diversas complexidades ocultas para os membros de outros povos. Disputas de trovas, contações de histórias e desafios de proficiência - de caça e atletismo especialmente - são formas comuns de resolver disputas. Caso derrotado, o elfo não amarga a derrota, e considera um direito do vencedor tomar algo seu como troféu, assim como também é comum ao vencedor exigir algo precioso como prenda - que pode ser um objeto pessoal, um favor ou o direito sobre um rebento - mesmo que demorem anos para reclamá-la.

Nomes

Elfos são nomeados pelos seus pais conforme o dia de seu nascimento, nome este que perdura até a maturidade, quando podem escolher como serão chamados. É bastante comum que optem por permanecer com o nome de batismo, ou escolham um nome tradicional de um herói ou figura élfica. Elfos não costumam adotar sobrenomes, mas podem ser chamados por um patronímio (ex. Jarlsson, ou filho de Jarl). A prática é comum entre os altos elfos e todos aqueles que traçam suas linhagens familiares.

Existe também uma tradição em se utilizar como apelido ou alcunha uma característica física ou lembrança de um, feito do indivíduo, como por exemplo Bjornklo (garra de urso) ou Ulfbanir (matador de lobos). Entre os elfos selvagens este costume tornou-se o modo comum de se escolher ou alterar-se o nome durante a idade adulta.

Nomes Tradicionais

Masculinos: Ægir, Ælric, Aonghus, Brynjar, Dagr, Delling, Erikr, Fjörgynn, Freyr, Jarl, Kilfir, Kvasir, Lars, Leifr, Nidgrön, Njörðr, Skírnir, e Uller.

Femininos: Åsa, Brenna, Enna, Erika, Freyja, Gullveig, Hanne, Hlutynn, Inge, Iona, Nerthus, Nanna, Siv, Signy, Snotra, Skaði, Stjana, e Ylva.

Linhagens ou Subespécies

Os elfos são compostos por duas espécies principais, conforme despertos durante o dia e a noite. Apesar disto, as próprias ações deste povo deu origem a diferentes linhagens, separadas não por características físicas, mas por ideologia e comportamento:

Elfos da Floresta (Vanr)

Também chamados de elfos da luz, ou elfos solares, os primogênitos possuem a essência de Uno, e como tal são calorosos, alegres, despreocupados e livres. Em conjunto com os elfos selvagens, constituem a maior parte da população élfica, chamada de Vanr. Possuem apreço por trabalhar a terra, pela caça e a forragem, e povoam tanto as florestas de Alfheim quanto reinos distantes nas Midlands.

Vivem em equilíbrio com a natureza, aproveitando os recursos que ela provê. Também são mais propensos a fazerem amizade com outros povos, desrovidos da intolerância dos altos elfos. Conservam laços sentimentais intensos com a família e os amigos de longa data. Geralmente pacíficos, podem tornar-se perigosos se estes são ameaçados. De infantes são instruídos pelos anciãos no manejo do arco e flecha e sobrevivência na natureza.

Elfos Selvagens (Vanr)

Durante a Era das Trevas, os vanr que habitavam as terras do continente ficaram impossibilitados de retornar a Alfheim. Recorreram aos territórios selvagens, afastando-se das comunidade humanas, as quais não se identificavam. Privados da luz de Uno e tomados pelos instintos de sobrevivência, pouco a pouco perderam sua alegria e vivacidade, tornando-se um povo rude e prático conhecido como elfos selvagens ou elfos sombrios.

Mesmo após o retorno da luz, preferiram permanecer ocultos nas profundezas dos bosques, tendo contato restrito com seus irmãos solares. São desconfiados e ariscos, e primam pela proteção do seu estilo de vida acima do conforto da civilização. Por vezes entram em conflito com outros povos - especialmente orcs e humanos - que invadem seus territórios. São instruídos não somente no manejo do arco e flecha, mas nas habilidades de caça furtiva e confecção de armadilhas.

Altos Elfos (Sidhe)

Criados sob a influência de Sirpale, os altos elfos, elfos nobres ou elfos da lua são mais sábios e misteriosos que seus outros irmãos. Por vezes se comportam de maneira caprichosa ou travessa, e possuem prazer em demonstrar seu poder de modo a impressionar os outros. Sua natureza feérica os torna mais propensos a compreensão da magia, especialmente nas escolas de encantamento e adivinhação.

Assumiram como dever liderar o difuso povo élfico e governar o reino de Alfheim, o qual deixam com muita relutância. As poucas casas sidhe nas Midlands possuem portais que conduzem ao seu reino de origem. São relutantes em estabelecer relações com povos não-feéricos, pois orgulhosos, acreditam ser superiores a eles. Exigem velada devoção dos elfos mais simples, assim como dos membros da corte Seelie.

Elfos Negros (Svárælf)

Com a cisão dos altos elfos, o ramo rebelde do povo élfico invadiu as Midlands, eventualmente buscando abrigo nas profundezas de Ethrü. Denominaram-se elfos das trevas ou elfos negros em oposição aos seus irmãos da superfície e negaram pertencerem aos sidhe. Os elfos negros se resssentem de Uno e odeiam a luz solar, embora ainda possuam uma conexão bastante forte com Sirpale e os seres feéricos. Vivem ocultos nas sombras, secretamente traçando planos para ameaçar e assombrar humanos e anões. Buscam aliados entre as bruxas, boggles e gremlins entre outros seres do submundo.

Mestiços

Embora elfos solares e elfos selvagens ainda considerem-se mutuamente como um único povo, há pouca relação entre ambos. Da mesma forma, os altos elfos não possuem muito interesse por confraternizar com os irmãos inferiores. É incomum portanto a ocorrência de elfos mestiços, e quando ocorre há um certo preconceito social por parte dos sidhe, que traçam sua ascendência por pureza do sangue. Geralmente os mestiços preferem viver entre seus pares vanr, muitas vezes em comunidades cosmopolitas que não conseguem distinguir sua herança.

Meio-elfos

Humanos e elfos podem cruzar e produzir crianças meio humanas, meio elfas - chamados de meio-elfos por ambos os povos - que frequentemente têm a aparência humana, mas possuem uma beleza e perspicácia extraordinária para os padrões humanos. Para os altos elfos e elfos negros eles são considerados inferiores, os elfos selvagens os oprimem por serem estrangeiros, e somente os elfos da floresta os aceitam de modo indistinto. Nas Midlands é bastante comum o relacionamento amoroso entre vanres e humanos, e muitas famílias traçam seus antepassados em ambos os lados.

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