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Anões

Os anões são humanóides pequenos que vivem em cavernas ou em construções próximas a superfície. São geralmente encontrados trabalhando em minas, prospectando pedras e metais preciosos, ou moldando-os ao seu intuito.

Características Físicas

Anões são criaturas baixas, sendo que adultos medem entre 1,2 e 1,5 metros. Apesar disso, sua constituição robusta faz com que possam pesar tanto quanto um humano, as vezes mais. É bastante comum encontrar anões rechonchudos ou acima do peso.

São reconhecidos pelas pernas curtas, o torso encorpado e as longas barbas. Estas são cultivadas com exímio cuidado, pois são um símbolo de status. Os jovens costumam expor pouco de sua personalidade em seus fios, aparando-os de um modo específico, ou utilizando artefatos decorativos. As anãs não possuem barba, e não compartilham do mesmo status.

A pele dos anões pode variar de um castanho pardo a um cinzento pálido, e tende a ser mais escura entre os que habitam a superfície. As cores dos olhos, cabelos e barbas variam de acordo com cada clã, fenômeno mantido através da cultura de matrimônios consanguíneos.

Personalidade

Possuem um senso de ordem e justiça bastante evidentes. Eles aplicam-se com muito empenho e dedicação a cada tarefa e raramente desistem de um objetivo, mesmo que levem uma eternidade para cumprí-los. Apesar disto, os anões costumam ser desconfiados e reservados - especialmente após os conflitos com os gigantes e elfos.

Um anão pode se dar ao luxo de construir um relacionamento durante séculos, detendo-se durante muito tempo antes de confiar plenamente em outro ser. Isto é um tanto complicado para os membros de outras raças, que costumeiramente desistem do anão antes de conquistar sua confiança.

São também bastante orgulhosos de seus feitos, sendo facilmente conquistáveis com elogios. Como são hábeis em trabalhos manuais, produzem objetos belos (e muitas vezes mágicos) que superam aqueles feitos pelo homem.

História e Cultura

Os anões acreditam que foram esculpidos por Uno a partir dos alicerces de Ethrü, e por isso mantém uma relação estreita com a terra. Eles reconhecem a participação da mãe de um modo mais passivo que as outras raças, como se ela estivesse dormindo durante a concepção.

Subjulgados

Durante eras os anões vêm habitado as profundezas da terra e as faces das montanhas, dividindo espaço com gigantes em relacionamentos não sempre amistosos. Quando os anões ainda eram infantes neste mundo, os gigantes se aproveitaram deles, subjudando-os e escravizando-os.

Apesar da mágoa que os anões sentem por este passado de cativeiro, muito das suas especialidades - e o gosto pelo artesanato - foi adquirido desta convivência. Os gigantes os ensinaram a extrair as riquezas da terra e moldá-las pelo fogo e pelo labor. O clã antigo ainda mantém contato próximo aos gigantes, embora hoje exijam pagamento pelo seu trabalho.

Libertos

Após séculos de conflitos - militares, mas também negociações e acordos - os anões adquiriram sua independência dos mestres gigantes. Emergindo das Montanhas Celestes, eles ganharam o mundo em busca de assentamentos que pudessem chamar de seu. Apesar de muitos permanecerem em torno destas montanhas, a maioria se estabeleceu na Espinha do Mundo, onde o primeiro clã fundou o império anão.

Entre o clã vermelho, o clã do corvo e dos caçadores é comum que estas habitações estejam próximas ou acima da superfície. Os anões são muito supersticiosos a respeito do firmamento, e temem as tempestades e os eventos astrológicos com receio de o “céu lhes cair sobre a cabeça”.

Traídos

Tendo povoado as Midlands, os anões encontraram-se com os elfos. Entre o império anão e os os vanir de Alfheim criou-se um laço de cooperação. Como um ato de boa vontade, o imperador abriu os portões para seu reino subterrâneo aos elfos e convidou os representantes das famílias élficas para as bênçãos pelo nascimento de seu primeiro herdeiro.

Ao receberem o pequeno príncipe nas mãos, um casal de elfos o tomou para si, como um presente. Indignado pela ousadia, o imperador foi forçado a recuperar o filho mediante a força. Ao crescer, a criança não se desenvolveu em plenitude. Era frágil e assustado, e manifestava habilidades pouco condizentes aos anões.

O imperador acusou os elfos de traição, o que desfraldou uma guerra de gerações. Os portões para a Espinha do Mundo foram novamente fechados, e muitos anões do primeiro clã ainda nutrem ressentimentos pelos elfos.

A Nova Aliança

Com o avançar dos milênios, os humanos também vieram a povoar as Midlands, e quando em necessidade recorriam aos anões para tutela e proteção. Apesar de não possuírem muitas riquezas, os humanos reconheceram a excelência dos anões nos ofícios, o que os convenceu a partilharem alguns dos seus conhecimentos.

Carismáticos e astutos, os primeiros humanos convenceram os anões a frequentar seus salões ao lado de elfos inclusive. Em face a ameaça constante dos orcs, servos do adversário, os anões se juntam aos humanos e elfos numa nova aliança que perdura (embora esquecida por muitos) até os dias atuais.

Linhagens ou Subespécies

Os anões se organizam em grandes grupos familiares, denominados clãs. Não é incomum que eles passem toda a sua vida somente na companhia dos membros de seu próprio clã. Apesar disto, os clãs tendem a trabalhar em conjunto em objetivos comuns a toda a raça.

Os cinco grandes Clãs Anões

Um clã compreende não somente a família próxima, mas todo uma população anã que se reconhece pelas similaridades. Ao longo das eras, através de matrimônios consanguíneos, as características físicas ou comportamentos comuns de cada clã se fortaleceram, culminando em cinco linhagens distintas:

  • Cintuclan: o Primeiro Clã é tido como os nobres entre os anões, compreende a família do imperador, seus servos e cortesãos. Têm os cabelos e barbas loiros, olhos claros e pele mais clara entre os anões. São joalheiros por excelência, com grande apreço por pedras e metais preciosos. A glória é virtude do clã e valorizam os soldados de carreira, desde escudeiros a grandes senhores de guerra. Seu símbolo é um escudo dourado.
  • Ayesclan ou Reudhclan: o clã vermelho tem seu nome por conta dos cabelos e barbas ruivas. Sua a pele está frequentemente coberta de fuligem, pois são ótimos artesãos, ferreiros e armeiros. Valorizam a honra e o trabalho árduo sobre todas as outras virtudes. São incansáveis e teimosos e seu símbolo é um malho vermelho.
  • Oddloclan: o clã antigo mantém as tradições e as lembranças dos anões. São mestres de projeto, mineiração e alvenaria; e foram eles os criadores e mantenedores da linguagem e da escrita. Dão valor ao conhecimento e orgulho artístico e mantém um relacionamento constante (embora muitas vezes tulmutuado) com os gigantes. Cabelos e barba são cinzentos, os olhos negros e opacos. O símbolo é uma lâmina de machado em cinza.
  • Boddusclan: o clã do corvo é o mais misterioso e desconfiado dos clãs. Os cabelos e barbas são negros e os olhos possuem muitas vezes um brilho indistinto. Mestres na arte da dissimulação e mesmo na trapaça, têm um contato estreito com as fadas (e a maior população de gnomos). Têm como símbolo um corvo negro e valorizam a sabedoria e esperteza.
  • Feadhclan: o clã caçador, ou dos caçadores, habitam lugares próximos a superfície. São mestres na exploração, rastreamento e construção de armadilhas. Valorizam os troféus de caça adquiridos e a boa cerveja, dos quais são os reconhecidos criadores. Barbas e cabelos castanhos, com olhos em tonalidades semelhante. Têm como símbolo um par de chifres de gamo, ou mesmo um chifre de bebida marrom.

Gnomos

Os gnomos são parte do povo anão reconhecidamente corrompidos pelo povo Belo. Eles nascem em famílias anãs e são tratados pelos seus com cuidado e diligência, como se herdassem alguma doença ou fragilidade. Apesar disto, a maioria dos gnomos têm vidas longas e saudáveis.

Os gnomos herdam as características físicas e a personalidade do clã em que nasceram, mas de um modo mais sutil. Carecem da constituição delgada e das longas barbas, que costumam ser ralas e incompletas. São ainda mais baixos que os anões, e se movem de modo mais gracioso que eles.

Possuem alguns dons sobrenaturais pouco apreciados pelos outros anões. As mais comuns são a capacidade de criar pequenas ilusões ou dar vida a objetos inanimados. Estas peculiaridades contribuem para que sejam tratados com um temor supersticioso, que muitos gnomos aprendem a explorar de modo maroto.

Mestiços

O matrimônio entre anões de clãs distintos é visto como um tabu, e geralmente não aprovado pelos mais velhos. Apesar disto, existem alguns casos de anões nascidos com ascendentes em dois clãs. Eles frequentemente aparentam características híbridas, que levam a serem julgados como outro anão “de fora do clã”. Embora não sejam realmene menosprezados pelo seu clã, desvios de comportamento os impedem de se encaixar plenamente em uma ou outra cultura.

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