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O Gênese

No Princípio, o espírito do Uno estava disperso entre o nada que existia por todo o lugar. Estava ele fraco e incompleto, pairando lentamente por sobre a grande escuridão. Entretanto, era a força do Uno tão grande, que uma remota partícula de seu ser num grande esforço concentrou toda a sua vontade em uma pequena nota musical. Um som grave e estrondoso acompanhado de uma pálida luz branca, que ecoou pela vastidão e aproximou-se das outras partículas.

Ora, essas partículas infimamente minúsculas, cada qual absorveu o som estridente, devolvendo-o a sua maneira, com timbres diferentes e novas cores de luz que se espalhavam pelo espaço infinito. A medida que a música aumentava, as partículas atraiam-se cada vez mais próximas, até que no acorde mais belo, fez se perfeita a entidade, e pôs-se a consciência absoluta naquele que seria nosso pai. Estava ele contente, e em sua felicidade, desejou que houvessem outros para acompanhá-la. Decidiu então criar entre os espaços infinitos e escuros, receptáculos para as entidade que estariam por vir, seus filhos, que compartilhariam de sua alegria e felicidade.

E criaram-se assim mundos gigantescos, cobertos dos elementos primordiais que seriam nosso alimento e moradia, que nos sustentariam e protegeriam. Criou ele antes de tudo as entidades celestes que ficariam incubidos de proteger-nos a nós seus filhos, e de realizar tarefas que o Uno desejasse. Eram eles os seres de luz, criados de partículas, assim como foi o Uno. Eram eles obedientes ao grande senhor, e deveriam eles proteger-nos de todo o mal.