Essa é uma revisão anterior do documento!


Dragões

Poucas criaturas representam os conceitos de majestade e terror como os dragões. Possivelmente os seres mais poderosos da criação, estes répteis alados permeiam todas as regiões de Ethrü, dominando, saqueando ou moldando-as a sua vontade. Entre suas características mais marcantes, as longas asas que os permitem voar, um sopro letal e a capacidade de incitar terror mediante sua presença.

Características Físicas

As características físicas podem variar conforme sua linhagem, idade e habitat, mas algumas consistências são normalmente encontradas. Dragões são serem reptilianos enormes, possuindo um longo pescoço, um par de chifres, asas coriáceas, e um corpo alongado que termina em uma cauda comprida. São reconhecidos ainda por suas presas afiadas e a capacidade única de soprar fogo ou outras substâncias letais.

Filhote, um dragão pode possuir o tamanho de um cão adulto, mas conforme envelhece seu corpo cresce incessantemente. Jovens já são maiores do que cavalos, adultos geralmente tem o tamanho de elefantes ou maiores, e os anciões ultrapassam facilmente esta marca. A maioria dos dragões será coberto de escamas, embora alguns possuam uma espécie de pele de couro. A coloração varia de acordo com a linhagem, compreendendo praticamente toda a gama do espectro ótico. As escamas também alteram-se com a idade, tornando-se mais ásperas e menos radiantes que na juventude.

Poderes

Como criaturas mágicas, os dragões manifestam algumas habilidades sobrenaturais, como a capacidade de soprar fogo ou outra variedade de substância ou força letal (ácido, gás, gelo, e relâmpago) conforme a linhagem. Além disso a mera visão de um dragão provoca um terror irracional na maioria dos seres mortais. Os gigantes parecem imunes a esse efeito, mas somente os mais valorosos heróis podem encarar um dragão nos olhos sem tremer. Além disto, o idioma dracônico é inerentemente mágico, permitindo-os conjurar intrinsecamente alguns encantamentos enquanto aperfeiçoam sua habilidade em comunicar-se.

História e Cultura

A história dos dragões é longa mesmo antes dos elfos surgirem em Alfheim, e pouco se sabe sobre os eventos ocorridos anteriores a isto. Por vezes, é possível recorrer aos entes e gigantes que parecem recordar dos ocorridos em eras imemoriais, mas mesmo eles não conseguem relatar com confiança estas histórias.

Primogênitos

Os dragões são os primogênitos da criação, os primeiros seres a adquirir consciência na superfície de Ethrü. Em virtude disto, pouco se sabe sobre a sua origem. Existem algumas lendas entre dos próprios dragões, mas que raramente são compartilhadas com os seres inferiores.

Estas lendas sugerem que foram gerados a imagem da Mãe, que eles vêem como uma grande dragoa recolhida sobre seu próprio ventre. Os primeiros dragões herdaram dela uma chama primordial, um anseio por modificar e povoar toda a criação. De seu Pai, foram abençoados com intelecto e espírito elevados que os permitia julgar e agir conforme seu próprio intento. Muitos dragões acreditam que as bençãos do Uno foram conquistadas por eles ao buscarem a consciência, sendo os pioneiros a adquirí-la.

Outro mito - comum entre os humanos - sugere que o Uno, na ânsia de criar guardiões para os homens, gerou os dragões como criaturas majestosas, que se comparariam em poder aos seus próprios emissários. Seriam alados, e teriam uma aparência terrível para combater as criaturas do Adversário. Eles juraram aguardar o despertar e proteger os seres humanos, elfos e anões e todos os outros filhos abençoados de Uno.

Lilið e a Magia

Junto ao intelecto superior, os dragões receberam de Uno a capacidade da fala, através do idioma dracônico, evoluído do próprio cântico celestial. As palavras do idioma dracônico sempre foram reservatório de poder, embora os dragões a utilizassem com prudência em seus embates verbais.

Em algum momento após a criação, os dragões foram procurados por Lilið, a irmã oculta. Ela se apresentou a eles como uma dragoa anciã, sábia e poderosa, oferencendo-lhes o conhecimento sobre o idioma sagrado; um poder que estava latente em suas essências desde o momento da criação. Alguns afirmam que ela agia em nome do Adversário, mas é possível que ela manifestasse seus próprios interesses até hoje indecifráveis.

Muitos dragões aceitaram o presente de Lilið, e se tornaram capazes de aprender a manifestar encantamentos através da vocalização do idioma dracônico. A elaboração da escrita para armazenar este conhecimento se deu logo em seguida, conforme os mais antigos ensinavam aos dragões mais jovens os benefícios da magia arcana.

Os Primeiros Conflitos

Durante as Eras Antigas, tanto gigantes quanto dragões lavraram e aperfeiçoaram a face de Ethrü. Os dragões cromáticos espalharam-se pela imensidão de Ethrü, e conforme dispunham sua vontade foram criadas as geleiras e os vulcões, os desertos e as vastas selvas tropicais. Os dragões primordiais escavaram vastos domínios subterrâneos e os povoaram com veios de metal e grandes rochas preciosas. Satisfeitos e acomodados com sua criação, assentaram-se nestas regiões, adquirindo suas características e establecendo uma linhagem de descendentes já a elas adaptados.

Eventualmente os gigantes terminaram seu árduo labor em arar a terra, erguer as montanhas e cavar os mares; e encontraram os santuários dos dragões, com sua imensidão de recursos e tesouros. Perceberam que os metais e gemas podiam ser também trabalhados, e que as imensas fornalhas vulcânicas seriam bastante adequadas a isso. Diferente dos dragões, os gigantes não possuem um conceito de propriedade. Em maior número, os gigantes adentraram então os territórios dos dragões, tomando seus pertences muitas vezes usando de força.

Insatisfeitos com a atitude dos gigantes, muitos dragões exigiram deles vassalagem ou compensações, qeu foram raramente atendidas. Diversas disputas terminavam em conflitos violentos em que tanto sangue gigante e dracônico era derramado. Os dragões se reuniram pela primeira vez independente de linhagem e espécie e varreram Ethrü numa revoada desde o oriente até as ilhas da Fúria. Mataram todos os gigantes que puderam em seu caminho, forçando todos os outros a se refugiar nos recantos mais distantes. Ao fim, as próprias feridas e tensões entre as diferentes famílias dos dragões fez surgir conflitos internos e uma guerra foi travada entre os próprios dragões. Ao fim das Eras Antigas, tanto a população de gigantes e dragões havia diminuído drasticamente.

As Orbes das Almas

Tendo povoado toda Ethrü, os dragões presenciaram o surgimento dos elfos em Alfheim, dos anões sob os alicerces das Montanhas Celestes, e o lento migrar dos humanos desde as terras ao sul das Midlands. Diversas eras já haviam decorrido desde a criação, as linhagens de dragões haviam se diversificado, e muitos já malogravam o juramento de seus ancestrais em guardar a criação. Durante as eras, o Adversário havia semeado e alimentado a inveja em seus corações.

Irritando-se contra os caçulas do grande criador, passaram a destruir e pilhar suas comunidades. Os humanos revidaram como puderam, e os embates letais causaram grande dor e sofrimento à Mãe. Tendo ouvido seu lamento, Uno estendeu sobre ela suas mãos e lançou seu olhar para os dragões anciões, os pais e mães de cada linhagem, responsáveis por guiar e educar os mais jovens. Por sua negligência, enclausurou suas almas em formas semelhantes aos invólucros de onde uma vez emergiram.

Todos os seus descendentes, os dragões sobre a face de Ethrü foram também punidos, seus espíritos exilados e condenados a uma existência vazia. Desse modo, sem possuírem uma alma, os dragões não podem esperar a convivência nos salões do firmamento ao fim de sua vida mortal. Não mais confiantes na sua imortalidade, passaram a ser mais cautelosos com relação aos humanos, que mesmo frágeis, poderiam agora condená-los ao fim da existência.

Personalidade

Dragões são sobretudo criaturas incrivelmente inteligentes, planejando seus objetivos a longo prazo e construindo uma visão geral sobre os fatos. O objetivo de um indivíduo - seja a expansão de seu território ou a aquisição de um tesouro em específico - pode ser conduzido durante diversas gerações, o que faz com que muitos humanos considerem as atitudes dos dragões sem sentido. Apesar de pacientes e convictos, dragões possuem instintos predatórios bastante aguçados, e caçar é seu entretenimento preferido.

Eles reconhecem outros povos como seres inferiores e geralmente não vêem motivos para tratar suas ameaças com seriedade. A boa vontade de um dragão para com outras espécies pode variar de benevolente a brincalhão, arrogante ou mesmo ameaçador. Eles reconhecem entretanto, que interações com seres de igual poder, como outros dragões ou gigantes, e indivíduos ou organizações poderosas devem ser conduzidas com cautela e autoridade. Não é incomum que o debate entre dois dragões inicie em um embate verbal e intelectual, e caso não seja possível um determinar um acordo, evolua para um conflito físico com amplas demonstrações de poder arcano.

Eles possuem um modelo social bastante distinto, fundamentado no isolamento ou convívio em pequenas famílias. Recursos sociais, como reputação e aliados possuem pouca valia, mas o domínio de seu território, a autoridade sobre os inferiores que nele residem (incluindo membros do grupo familiar), e o apego aos seus tesouros é o que impulsiona a vida de um dragão. Entre suas características mais marcantes está a avareza, um desejo psicológico em possuir riquezas materiais. Embora cada indivíduo em particular possa valorizar certos tesouros sobre outros, um covil de dragrão geralmente estará repleto de ouro e pedras preciosas.

Linhagens ou Subespécies

Dragões Verdadeiros

Também chamados de dragões reais, compreendem duas categorias principais:

  • Cromáticos: representando as diferentes inclinações atmosféricas da mãe, os dragões cromáticos são geralmente mais violentos e inconstantes. São reconhecidos por transformar a região que vivem, criando um habitat adequado as suas necessidades. Entre as tonalidades de escamas conhecidas estão os azuis, brancos, cinzas, marrons, negros, púrpuras, verdes e vermelhos.
  • Primordiais: afiliados as riquezas elementares dos pilares de Ethrü, estes dragões são mais constantes e orgulhosos que seus irmãos cromáticos. Tendem a estabelecer-se em um covil nos alicerces da mãe, escavando seus lares, e adquirindo consciência constante dos seus arredores. Os primordiais são compostos por dragões de escamas metálicas ou cristalinas.
  • Mestiços: as dificuldades em encontrar um parceiro dentro da mesma linhagem muitas vezes conduz ao cruzamento interespécies. Em uma ninhada de mestiços, é comum que metade possua a tonalidade de cada pai. Apesar de apresentarem as escamas de um ou outro ascendente, dragões mestiços possuem características muitas vezes incomuns a sua espécie aparente, como a substância do sopro, poderes ou personalidade.

Outras Subespécies

Muitas criaturas são consideradas como representantes do gênero dracônico. Embora incomum, é possível que duma ninhada de dragões - especialmente mestiços - ecloda um ou outro ser dracônico dentre os quais:

  • Drakes: contempla toda uma variedade de criaturas que possuem sangue dracônico, mas não sua inteligência e perspicácia. Mais bestiais e selvagens que seus primos reais, os drakes são como animais, frequentemente sucumbindo aos instintos ferais. Livres, eles seguem um ciclo de sobrevivência que inclui um comportamento predatório de caça e a buscando por parceiros para acasalamento.
  • Vormes: também chamados de wurms ou wyrms, são grandes serpentes rastejantes que não possuem patas ou asas. Mais espertas que os drakes mas não tanto quanto um dragão real, elas possuem um comportamento malicioso e destrutivo. Os vormes vivem por vários séculos, e crescem a medida que envelhecem, requerendo mais comida e um habitat mais amplo tornando-se um problema para as comunidades próximas.

Discussão

Insira seu comentário. Sintaxe wiki é permitida: