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Animais Atrozes
Os animais atrozes, ou animais gigantes (como o lobo atroz) são parentes próximos de suas versões comuns, porém maiores, mais fortes e resistentes. Muitos sábios acreditam que são criaturas exemplares investidas do poder primordial de Ethrü, embora não saibam explicar o porquê deste fenômeno. Geralmente apresentam feições mais selvagens - como presas maiores e por vezes esporões - ou uma coloração distinta dos seus primos inferiores. São mais longevos, chegando a centenas de anos de idade.
Muitos animais atrozes possuem uma inteligência evoluída, e conseguem inclusive comunicar conceitos complexos em linguagem silvestre, ou mesmo aprender outros idiomas. Podem manifestar também capacidades sobrenaturais, associadas ao ambiente que vivem. Isto os permite perceber os arredores e exercer algum tipo de controle sobre a fauna e flora, ou mesmo as condições climáticas.
Sendo raros, costumam integrar um grupo social - um clã ou família - com seus primos menores, que os consideram como seus senhores ou mentores. Muitos possuem ainda uma ligação espiritual com Sirpale ou os seres feéricos. Não é incomum serem tratados pelos druidas como iguais, que buscam partilhar de seu convívio e ouvir seus conselhos. Também os gigantes e outros povos ligados a Mãe apreciam a companhia dos seres atrozes.
Apesar disso, não possuem uma sociedade aos moldes destes seres e demonstram dificuldades em compreender algumas tradições culturais. Näo obstante, apresentam vícios próprios - como a ira ou a gula - geralmente relacionados a seus instintos animais. Muitos acabam sucumbindo a estes vícios e se tornam presas para outros seres que buscam o equilíbrio natural. É um sinal de glória para os elfos portar presas ou garras de um animal atroz como troféu.
Espécies
Diversas espécies de animais possuem versões atrozes, tais quais cervos, falcões, javalis, lobos, ratos, tigres e ursos. Alguns se destacam especialmente dos demais, como abaixo:
- Alces e Cervos: geralmente chamados de alces soberanos ou cervos coroados, estas versões majestosas são alvos de caça para muitos predadores. O sacrifício é parte inerente de sua vida, e o sangue derramado no ventre de Ethrü marca o fim de um ciclo, mas o início de outro.
- Felinos: exemplares de felinos atrozes povoam todas as regiões de Ethrü, como o smilodon ou dentes de sabre nas Midlands. Ao sul de Ethrü existe uma criatura conhecida como pantera deslocadora, que representa o aspecto furtivo e maléfico da caça, e frequentemente se aliam aos unseelie.
- Insetos e Aracnídeos: são bastante frequentes os relatos sobre centopéias e aranhas gigantes de diversas espécies, assim como os escorpiões atrozes nos desertos ao sul das Midlands. Geralmente têm uma mentalidade mais limitada que os demais seres atrozes, embora alguns apreciem conversar com suas presas.
- Javalis: glutões descomunais que lideram varas de seus primos menores. Alguns anciões possuem sabedoria e experiência secular, e protegem seu território como um senhor feudal, reunindo o exército e marchando sobre os invasores.
- Lagartos e Serpentes: nas profundezas subterrâneas ou das selvas tropicais rastejam enormes répteis atrozes. São recursos valiosos para o povo-lagarto, que encontra dificuldades em domesticar outros animais. Muitas serpentes atrozes possuem habilidades como vôo e hipnose e são idolatras pelos yuan-ti.
- Lobos: além da versão atroz, são conhecidos ainda os worgs e lobos invernais; os Worgs são caçadores cruéis, que abdicaram de sua nobreza para perpetuar atos maléficos muitas vezes ao lado de outras criaturas, como orcs, goblins e seguidores do Adversário; os Lobos Invernais por sua vez são senhores brancos do ártico, capazes de sobreviver aos territórios mais inóspitos.
- Pássaros: altivos e nobres, os exemplares atrozes dos pássaros incluem águias e corujas gigantes que são por vezes tomadas como montarias por elfos em Ælfheim. Também as aves do terror, com bicos gigantescos e incapazes de voar por vezes permeiam as savanas. Por fim os falcões do trovão, habitando os picos montanhos mais altos.