Os membros da Ordem do Pórtico, ou do Arco Sagrado, são os leais conhecedores da sabedoria divina, e possuem um senso de dever muito forte. Guardam as relíquias e locais sagrados e executam outras tarefas de grande responsabilidade. A ordem é originária da face ocidental de Ethrü em meio a Aliança dos Doze, onde tem sua sede.
Tida como uma das ordens sagradas mais antigas, desenvolveu-se a partir do culto em contemplação às ruínas de um arco de pedra na região hoje conhecida por Sacrum Ostium Praetorium. Apesar de simplório, o pórtico é uma passagem permanente para os reinos divinos, e tem sido o local de frequentes aparições de emissários de Uno. As primeiras tribos humanas que se estabeleceram na região receberam instrução constante destes emissários. Construiu-se aí o Templo do Pórtico, que durante a Idade das Trevas tornou-se refúgio para os crentes. Quando a luz de Uno voltou a banhar Ethrü, a ordem cresceu, tornando-se uma sociedade universal, respeitada e admirada por seu senso de dever e justiça.
Os iniciados são preparados durante alguns anos sob a instrução filosófica e teológica de um padrinho já ordenado, que decide o momento em que o jovem aprendiz é submetido ao ritual de iniciação. Este ritual é secreto e específico a cada indivíduo, objetivando testar a sua bravura, abnegação, fraternidade e sabedoria, virtudes cardeais para a ordem. Os consagrados pela ordem são conhecidos como porteiros ou templários, e recebem uma chave de metal que deve ser carregada pendurada ao pescoço como símbolo de sua fé e filiação ao pórtico.
Possuem um rígido sistema hierárquico, na qual um pequeno priorado têm acesso ao pórtico, recebendo e distribuindo a sabedoria celestial através dos mensageiros. Mantém diversos grupos de cruzados que percorrem a face de Ethrü em busca de relíquias, e obreiros que estabelecem os templos em locais sagrados e de peregrinação. Seus ritos celebram a fundação de obras, a instituição de contratos - como o matrimônio - e a consagração dos devotos. As cerimônias podem variar bastante, sendo alegres ou seculares de acordo com os costumes da região em que está inserida. Apesar de criar alguma tensão entre os membros, a variedade é considerada uma medida de equilíbrio pelo priorado, que julga as divergências maiores.
As crenças da ordem do pórtico se baseiam em três pilares:
O templário deve sempre buscar o aprendizado do sábio, o valor do bravo, o sacrifício do mártir, e a dignidade do justo.