O céu de Ethrü é povoado por uma série de astros, muitos dos quais peregrinando ou observando o desenrolar da vida na superfície.
Também chamado de Pai, Gerador da Luz, ou Gerador da Vida
Assim chamado por ser o único astro a guiar o dia. Uno é o corpo solar mais próximo de Ethrü, também seu esposo e guardião. Ele é geralmente representado como um disco luminoso no firmamento. Sua luz é a fonte de energia pela qual toda a vida foi gerada. Diariamente circunda sua cônjuge, sempre a observá-la em incontida admiração.
Sua vigília ilumina Ethrü, criando o dia e permitindo que ele possa zelar e vigiar os filhos seus. No entanto, Uno não consegue observar toda Ethrü de uma vez. Portanto, ao caminhar para além do Horizonte, ele se ausenta e permite que a escuridão reine. Os devotos de Uno temem este como o momento que o Adversário pode aproveitar-se para propagar sua corrupção.
Também chamada de Mãe
Durante o gênese, Uno moldou Ethrü para ser seu par. Bela e caprichosa, ela atravessa os salões do firmamento em uma longa dança, rodopiando para o noivo. E ele a observa enamorado, sempre desejando-a com seu olhar.
Mas Ethrü era também inocente e selvagem, coberta por um imenso véu d’água. Em sua noite de núpcias, Uno desnudou seu ventre e através de sua luz gerou nela a vida. Ela foi então presenteada com vestidos verdejantes e coroas de flores a desabrochar de sua recente euforia. Seus filhos foram esperados e desejados, cada qual a sua maneira. E cada qual surgido do ventre de sua mãe foi recebido com bençãos e dons.
Também chamada de Irmã Prateada
A irmã caçula de Etrhü é uma pequena esfera prateada que surge radiante durante as noites, mas pode ser também observada a esconder-se no céu diurno. Alegre e um tanto serelepe, ela corre a volta volta de sua irmã mais velha, rodando o seu véu, que dias aparece por inteiro, noutros ela oculta totalmente. No início dos tempos pensou-se que este era um movimento inconstante e errático, mas posteriormente os elfos conseguiram aprender os passos de sua dança. Com base nestes passos surgiu o calendário de suas treze revoluções.
Supõe-se que Sirpale mantém um relacionamento conturbado com o Uno, pois ela está constantemente envergonhada ou desvanecendo frente a ele. Infante e travessa, ela é conhecida por influenciar o Povo Belo, assim como manter por entretenimento uma série de criaturas de Ethrü. É sabido que a caçula pregou uma peça no Criador ao tocar quatro dos primeiros elfos com seus lábios, tornando-os caprichosos e orgulhosos como ela.
Ocasionalmente ela cruza o mesmo salão que Uno, e oculta Ethrü das vistas de seu esposo. Nestes raros momentos, o firmamento escurece como nas noites em que Sirpale brilha única. De Uno somente a coroa, flamejante em sua raiva, pode ser vista a brilhar no céu. Apesar disto, a irmã prateada nunca é punida, e acredita-se que o criado tenha um carinho especial, e até mesmo se divirta em segredo com suas peripécias.
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Abaixo são descritas as principais estrelas e constelações visíveis no firmamento. Também suas representações para as artes de adivinhação, como astrologia, que vê as posições destes astros no céu como um sinal dos eventos por vir.